Osmar Virgílio de Carvalho (Mário) e Marcos José de Carvalho (Marquinhos) são irmãos e durante muitos anos foram músicos em Jaru. Natural do Espírito Santo, Mário e sua família chegaram ao Território Federal de Rondônia em 1972 e dois anos depois desembarcaram na Vila de Jaru. Influenciado por parentes que eram cantores amadores, Mário sempre se identificou com a questão musical e procurou seguir os passos de pessoas da família que viam a música como algo essencial para a vida.

O início do que seria uma longa caminhada na carreira musical começou com Mário, o irmão mais velho, quando, ainda na primeira metade da década de 1980, começou a participar de festivais, onde acabou conhecendo e participando dos trabalhos desenvolvidos pela dupla Juca & Marquinhos. Mário recorda que os eventos musicais foram decisivos para a descoberta de talentos. Em um deles, organizado por Jandiro Ferreira Lima, o dono do famoso “Pau do Fuxico” e que aconteceu no antigo Cine Hollywood, Mário se apresentou e foi avaliado positivamente pelos participantes do evento.

Mário & Marquinhos se apresentando em festival realizado na Escola Plácido de Castro, em Jaru

Mário iniciou a sua carreira cantando com a irmã Neia e depois formou o dueto Osmar & Nenzão (Adésio). Ele também desenvolveu ainda um importante trabalho em conjunto com a dupla Juca & Marquinhos e depois com o irmão Marcos José como a dupla Mário & Marquinhos. Seja com o irmão ou em outra formação, Mário participou de vários festivais de música realizados em Jaru e demonstra uma grande gratidão pela dupla Juca & Marquinhos, responsáveis por lhe conceder várias oportunidades de colocar em prática a vocação presente na família. Depois de um período se apresentando com cantores fora da esfera familiar, por volta de 1995, Mário inicia o que seria uma consolidada carreira ao lado de Marcos José de Carvalho, o Marquinhos. O integrante do dueto, além de irmão, foi um grande parceiro no período histórico da dupla Mário & Marquinhos. Os cantores chegaram a produzir um álbum com quatro faixas musicais no fim do século XX, marcando assim um dos mais importantes momentos de uma etapa marcada por um aprendizado importante para qualquer artista.

A composição de faixas musicais para uma pessoa específica, algo comum na vida de muitos artistas, também fez parte do universo musical de Osmar Virgílio de Carvalho. Uma de suas canções, feita ano 2000 também teve, diga-se de passagem, uma “musa inspiradora”. A música “Minha Namorada” cuja letra e música foram do próprio compositor apresentou uma bela poesia que representava o momento vivido por Osmar, transformando assim a essência do amor em algo descrito com a leveza que pode existir em um sentimento que envolve duas pessoas.

Formação da Banda Miragem:  Nenê, Luiz, Baiano, Fernando, Meire, Mário e Gleison (Foto: Arquivo Pessoal: Osmar de Carvalho)

Em 2002 Marquinhos optou por deixar a música e seguir em busca de outros projetos profissionais. Em comum acordo com os demais integrantes houve a decisão de alterar o nome e a nova denominação escolhida foi Banda Miragem. Os trabalhos musicais seguiram em frente e só foram interrompidos após Mário decidir trilhar outro caminhar e seguir rumo aos Estados Unidos em meados do ano de 2007.

Mário enfatiza que é muito grato ao amigo Aparecido Castelhano, funcionário da Ceplac-Jaru e responsável por ser o empresário da dupla e com isso garantir a possibilidade de a carreira ser alavancada no cenário musical rondoniense. O agradecimento é compartilhado com pessoas que influenciaram diretamente a sua carreira, entre elas músicos, cantores e outros profissionais que possibilitaram que os shows acontecessem e com isso ser possível levar alegria e descontração ao público, além de uma boa música. Entre as pessoas citadas estão: Levi Calixto (tecladista), Pedro Martins (baixista) Jader (ex-baterista do Máquina Zero), Anilton dos Teclados, Lídio (tecladista) Flávio (guitarrista) Baiano (baterista), Frank (baterista) Cleberson, o Nenê (guitarrista) Didi (contrabaixo), Gleisson (contrabaixo), Betinha (cantora) Fernando (tecladista), Itor (tecladista), Meire (cantora), Luiz Márcio (vocalista) e Carlinhos (tecladista). Muitas emoções foram vividas em uma carreira que demonstrou o potencial musical jaruense.

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